Assim, impõe-se dizer que a actriz Jada Pinkett-Smith (atriz negra, mulher de Will Mith) Spike Lee - realizador afro-americano com obras notáveis e satíricas sobre o racismo norte-americano no cinema - anunciaram (no dia em que nos "States" celebram Martin Luther King) que não estariam presentes na Cerimónia e que a boicotariam, pois, pelo segundo ano consecutivo, nenhum actor negro foi nomeado.
Entre outras formas públicas de contestação da Cerimónia, Jada enviou uma carta ao apresentador dos Óscares - o comediante Chris Rock, humorista afro-americano conhecido por lançar inúmeras graças afiadas sobre a discriminação racial nos "States". Dizia-lhe ela, Jada, na carta, que estava satisfeita por terem escolhido o C.Rock e ela própria não imaginaria um apresentador melhor. C.Rock "correspondeu-lhe" espetando farpas nos dois lados.
A ausência de actores negros e latinos entre os nomeados nas categorias de representação gerou críticas um pouco por todos os estados dos EUA logo que foram anunciados os nomes candidatos.
A Cerimónia foi pródiga a destacar os decotes mais generosos, os vestidos mais transparentes e os penteados mais exóticos das actrizes e Leonardo DiCaprio - que venceu o Óscar de melhor actor - tal como qualquer vencedora de um concurso de Miss Universo, expressou as banalidades em voga sobre o apocalipse do aquecimento global.
Após este apocalipse cultural, estou a pensar seriamente, eu, O Leopardo, em boicotar a próxima cerimónia das Estatuetas Douradas, pois não me recordo de nunca nenhum nome de realizador, actor, profissional português da Arte cinematográfica ter ganho um Óscar ou ter sido sequer nomeado para a possibilidade de o ganhar. ELES VÃO VER !!!...

Eu, Óscares, só tive um : o meu amigo Óscar que era irmão da coreógrafa e bailarina Luna Andermatt, ambos já falecidos (tanto quanto sei).
Amplexos amistosos do
Leopardo
Post-Scriptum: quando me deitar vou vasculhar não vão ter-me enfiado algum Óscar debaixo da almofada. O prevenido morreu sem Óscares...
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