Reflexões do Leopardo

Reflexões do Leopardo
Reflexões do Leopardo

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Jantar com o Quaresma

Sim senhoras, ontem estive a jantar com o Quaresma ! Já lhes tenho dito que cá o Leopardo é meio tuga, "mezzo italiano" - a família divide-se entre a Toscânia ( dove si parla il bello italiano di Dante Alighieri )  e Napoli ( la mafiosa della "Cosa Nostra", mas estas são matérias de explicações mais elaboradas ) em frente da "seducente" e alcantilada isola di  Capri - , o que me leva a ir comer a um razoável restaurante italiano em Lisboa, na zona do Saldanha.
No dito restaurante, pró finório, reserva-se mesa com antecedência. O que nunca faço. De modo que me conduziram para uma sala mais pequena, mais reservosa, onde, além de mim se assentava uma numerosa família de uma dúzia de brasileiros que atroavam os ares com graçolas parvas, naquela língua de desenhos animados. Instantes passados entrou o Quaresma com a sua bela consorte.
Todos sabemos que se o Quaresma não fosse o craque que é, muitas pessoas não veriam nele mais que um cigano mal encarado, cheio de umas horrorosas tatuagens. A sua perícia futebolística guindou-o para o patamar dos Vip's e a vida privada do craque estará sempre a ser assaltada por admiradores/as a cravarem-lhe autógrafos (em blocos de notas, t-shirt's, cachecóis, no diabo que os carregue!) , selfies, abraços e beijinhos.
Daí que o super-craque Quaresma entrou bastante "low profile", sempre de olhos pregados no chão, para a saleta mais discreta, para duas mesas (quatro lugares) que reservara com antecedência. 
A consorte do super-craque representava o que se espera num casal assim: uma mulher de ascendência cigana em "profile top" : cabelos negros compridos e sedosos, tatuagens ao nível do marido, unhas clamorosamente postiças, compridas e cor-de-rosa, relógio, pulseiras, colares e brincos a tilintar em volta, o todo enrolado numa roupa negra, vaporosa, com estrelinhas de metal prateado, em cima de uns saltos de 10 centímetros, tudo servido em "smiles every way" . Um "must" ! Aliás, experiência que o Leopardo já tinha vivido na tropa, onde, se o marido é coronel, a esposa é generala.
De facto, eu não jantei com o Quaresma, mas estava a 1 metro dele, apenas separado por um prancha de tabopan !... Creio que o posso denominar de "um encontro imediato de 1º grau" !?...
Quando verifiquei a minha conta, ainda comentei com o empregado se não me estavam a aplicar uma taxa suplementar por ter jantado ao lado do super-craque...

Depois deste emocionante momento da minha vida com o Quaresma e consorte, tudo são miudezas de pequena monta.
Continuam os incêndios na zona de Coimbra, Gavião e Sertã - na Sertã lutam 643 "operacionais" - com o vento a jogar na oposição.

Na Venezuela, a Embaixada yanque aconselha os seus diplomatas a armazenarem alimentos e água nos super-frigoríficos. Porque será?... Será por estarem em convivências e conivências íntimas com os reaccionários venezuelanos que aferrolham nos seus super-mercados os alimentos a fim de a população venezuelana passar fome e ser atraída para os motins reaccionários ?!!...

Havemos de concordar que, depois do meu jantar com o Quaresma , tudo são miudalhas. Nem sequer dá para referir as tricas entre o Pequeno Líder Gordo esverdeado e um tal Machado que era amigo do Gordo na véspera. Então não se inventa melhor no mundo do futebolês??... 



Resultado de imagem para fotos ou imagens do futebolista Quaresma Resultado de imagem para fotos ou imagens do futebolista quaresma e da sua atual mulher



Saudações sempre confiantes

do Leopardo

domingo, 23 de julho de 2017

O que faltou no assalto

É óbvio que o título desta edição se refere à edição anterior e ao visionamento do filme do Pudovkin . Este título é apenas uma manobra táctica para detectar se os meus Amigos andam a ler com atenção os meus escritos (por acaso, modéstias à parte, do mais brilhante que se tecla em território nacional...) ou se andam apenas a comer sardinhas assadas nas "noites brancas"...

"Mea culpa, mea culpa" , falhou-me referir os "drink's" que emborcámos a céu aberto e as coscuvilhices "off the record" que trocámos entre nós.
No capítulo das bebidas, a coisa esteve fraquita : umas latas de cervejola, uns goles de rum cubano de 3 anos, uns copitos de uisquie. Nem uma boa garrafa de vinho luso, uma aguardente velha. Nada. Capítulo a melhorar muitíssimo em Outubro.
Em matéria de coscuvilhices só sofri desgostos . Atão não é que o Fernando Santos, o grande "míster" da equipa de futebol lusa ( o que quer que seja que isso queira dizer; por exemplo, o Quaresma quando entra em campo, deixa logo de ser um cigano todo tatuado, para subir à categoria de "craque"; aliás, é a única nota positiva do futebolês é que é anti-racista e anti-xenofobia ... ), que tantas alegrias tem proporcionado à Arraia Miúda, é um "reacça" de 4 costados !... Desarrisquei-o logo da lista dos meus eleitos, mas mexer nas coisas do "cuore" dói, faz sangrar...

Nos avisos à navegação costeira, a malta não pode deixar de ir assistir ao "Pranto de Maria Parda" , do Teatro da Gandaia, com direcção artística de Ana Nave. Na peça até entra o meu colega e camarada António Olaio ... Ele, eu e outros ( a Isilda, o Colaço, por exemplo ) já fizemos Teatro de Rua, com o notável  Grupo "Bóinas & Cartolas" que tantas saudades deixou e que pensamos ressuscitar. Portantos, o "Pranto..." só pode ser óptimus. Irá no Teatro-Estúdio António Assunção em Almada, nos dias 29 Julho, Sábado, 21,30 h e 30 Julho, 16 h.

Faltou-me ainda recordar que as EP'S para a Festa do "Avante!"  ( dias 1, 2 e 3 de Setembro de 2017 , na Atalaia ) custam apenas 23 €urios se forem adquiridas até ao dia 30 de Agosto.

E, a terminar, um cheirinho dos artistas a actuar na "não há Festa como esta" : António Zambujo ( o "Zambujas" para os íntimos ), o Paulo de Carvalho, o rokeiro nacional Rui Veloso, a Gisela João, o João Gil  e convidados, o Júlio Pereira, os Clã, os Mão Morta, a Celina da Piedade .
Na música sinfónica, com cantores, Coro, maestros de luxo, ouvir-se-ão extractos do "Príncipe Igor" ( de Borodine ), dos "Quadros de Uma Exposição"  ( de Mussorgsky e Ravel ), do bailado "Pássaro de Fogo"  ( de Stravinsky ) e várias peças do enorme compositor e bolchevique Shostakovich . 

E isto é somente um cheirinho... O resto, o resto, o resto é ir lá e deixar-se entranhar. De facto, "não há Festa como esta !" ...

E não me apetece manchar esta edição do blogue a teclar sobre a campanha terrorista da Administração Trampas contra a Venezuela de Maduro, sobre o interminável folhetim das relações "off the record" entre Trampas e Putin ou, mesmo, sobre as manobras militares conjuntas, de grande envergadura, entre a República Popular da China  e a Rússia, com o risco evidente de uma terceira guerra mundial generalizada e a expressão de um novo rosto do "equilíbrio do terror". 
Para o que der e vier, cá estaremos prontos para a luta por um mundo melhor.


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Saudações confiantes do

Leopardo






  

sábado, 22 de julho de 2017

Um assalto aos Palácios de Inverno... no terraço do Vitória

Sim senhora, ontem desfrutei uma grande noite no terraço do Centro de Trabalho Vitória do PCP, a meio da Av. da Liberdade, em Lisboa. Como se sabe, deste terraço tem-se acesso a uma panorâmica superlativa de Lisboa. Em frente, está o que resta do Parque Mayer, com os seus Teatros de Revista e o Cine-Teatro Capitólio, espaço onde se fez, em seu tempo, combates de Luta Livre com o José Luis e o Tarzan Taborda ( atleta de respeito, que regressara de França, onde arriscara o corpanzil em filmes a fazer as cenas dos "cascadeur" ) e umas barraquinhas de tiro ao alvo, a penduricalhos de barro, ao lado das quais também se podia manjar umas bifanas,  uns pregos, umas iscas no pão, diluídas num tintol carrascão. Enfim, quase uma Feira Popular em miniatura, aberta todo o ano. Sinto soidades !

Mas não fui ao Vitória para apreciar as vistas ou apreciar do alto umas "Noites Brancas" que agora inventaram para estimular o comércio e a venda de sardinhas assadas e umas cervejolas. ( Sabiam que foi no Vitória que foram congeminadas algumas das lutas do glorioso período do PREC ?... Verdade. A sede da Soeiro era demasiado vigiada pelos radares e câmaras de filmar da "Embaixada dos States" , a cento e cinquenta metros de distância em linha recta. ).
Fui ao terraço do Vitória para visionar "A queda de São Petersburgo" do realizador soviético Pudovkin , contemporâneo do genial Serguei Eisenstein . Parece que o Eisenstein não apreciava lá muito o "estilo" de filmar do Pudovkin - os personagens do Einsenstein definiam sempre não pessoas individuais, mas classes sociais; o Pudovkin, para além disto, apresentava também na película personalidades individuais que interferiam no curso dos acontecimentos.

Adquiri estas sabenças com o camarada Filipe, pois eu nem conhecia a existência do realizador Pudovkin. O que lhes posso garantir, em minha opinião, é que o Pudovkin não fica atrás do Einsenstein, o seu filme - a preto, branco e cinzas - é de uma magnificência indescritível: os personagens parecem esculpidos em pedra, talhados no granito da verdade, de um lado os exploradores e opressores, do outro os explorados e oprimidos, e as personalidades e as massas que, numa ocasião ou noutra, são arrastadas de um campo para o outro. Só no final da película entendi que o bolchevique, agitador militante sempre na vanguarda, designado por "o Careca" se tratava do próprio Lénine ...

Se o Eisenstein e o Pudovkin possuíam entendimentos diversos da realização e da Arte pertence à História do Cinema, eu, mero Leopardo da Serra da Estrela, estou-me borrifando. Os génios são sempre difíceis de acompanhar nas suas subtilezas. As imagens de "A queda de São Petersburgo" possuem  uma força vulcânica que nos fica gravada a fogo na memória.

Correu tudo bem na sessão? Nem por isso. Apesar do esforço notável dos organizadores/  dinamizadores, a sessão foi mal divulgada - o "Avante!" não lhe fez qualquer referência, as legendas em castelhano transmitiam apenas o essencial, a data foi mal escolhida pois a concorrência era muito.
Isto de que "os comunistas são uma máquina" foi um mito inventado pela Reacção para ocultar a nossa face humana sujeita ao erro, a imprecisões, a enganos de avaliação sob a oportunidade dos diferentes momentos. O que os irrita, encoleriza, é o nosso comprometimento absoluto com os interesses dos explorados, a fidelidade ao marxismo-leninismo ( teoria prática em processo ), o não deixar cair os braços ante os poderosos obstáculos, a luta sem desfalecimentos.

Logo, portanto, como a sessão teve poucos assistentes, decidimos repeti-la em Outubro. Eu lá estarei na primeira fila e já convidei os membros do Coro do Teatro Nacional de S.Carlos e o seu maestro Giovanni Andreoli a virem visitar-nos e observar uma interpretação do Real que não será decerto aquela com que mais convivem. 



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Saudações confiantes do

Leopardo

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Alto às Altices

O dono visível da Altice que, no caso do Governo Português dobrar os joelhos ao negócio proposto, ficará com a maioria  dos "mírdias" sob o seu controlo, já se dá ao luxo de prometer despedir centenas de empregados e pagar os salários mais baixos que puder.
O grunho, que parece ter tido varíola em pequeno ou levado uma chumbada de caçadeira nas trombas, também se arroga o direito de aconselhar o chefinho Costa dizendo-lhe que não está a prestar a atenção devida aos "senhores empresários", aos que investem o carcanhol !... O guito !... Atão, bamos lá ber, bamos lá ber!... E sorri-se num esgar de Frankenstein em dia de iscas...

E o governo do chefinho Costa tornou a ceder aos grandes empresários de hectares e hectares de eucaliptos. Decerto estará a ouvir o tinir da bagalhoça nas caixas-fortes dos "offshores" e o chefinho perde-se nesses tinires. São a sua matação.

Entretanto, Sua Excelência Excelentíssima, sentindo que a maré enche nesse sentido, vai desafivelando a máscara da imparcialidade, da equidistância, e saúda a primeira maioria absoluta de Escavaco Silva , o que nunca tinha dúvidas, tinha sempre razão e trocava ideias com as cagarras. Os ares parece que vão bons para as ( e os ) Selvagens ...

Após tanto falatório sobre Tancos, demissões de generais pr'à frente, demissões de generais pr'a ré, os Paióis vão encerrar em definitivo por falta de condições. Pode ser que alguém ponha uma mordaça na dona Cristas e no desorientado líder Passaralhos Coelhito recordando-lhes que a desgraceira de Tancos é muito anterior ao actual Governo, períodos em que pertenciam à Governança de encher a pança ( e ainda dizem que não tenho jeito para versalhadas... ).

Honra e brilho dos Generais, Pedro Pezarat Correia, aos 85 anos, conclui na Universidade de Coimbra um doutoramento sobre a História do Colonialismo : "Descolonização: do protonacionalismo ao pós-colonialismo". Apesar da orientação da tese não ser das mais fiáveis ( José Manuel Pureza ) e de na assistência reluzirem personalidades tão controversas como Otelo, Ramalho Eanes ou Boaventura Sousa Santos, estou seguro que a agudeza e a verticalidade do general Pezarat Correia terá ultrapassado facilmente tais escolhos. Estou ansioso por ler a sua obra.  

A imprensa informa-nos que os primeiros povos chegaram à Austrália, há 70.000 anos, o que não lhes granjeou vantagens nenhumas, pois não passam de "aborígenes", a dançarem nus, tatuados, com palmadas vigorosas no corpo, atracção para turistas e "selfies".

A Arábia Saudita , a mais jovem estrela da Administração Trampas , depois de muito "porque torna e porque deixa" lá se resolveu a libertar a jovem árabe que se tinha atrevido a usar mini-saia. Dizem que a decisão libertadora ficou a dever-se a um vídeo sobre o caso que se tornou viral. Eu julgo que também terá pesado algum discreto puxão de orelhas dos States .

Os eurodeputados comunistas foram barrados de entrar no Departamento do Tesouro dos EUA . Para ser franco, eu até já estava a pensar pedir uns trocos aos Camaradas, mesmo em dólares... Com a carrada de impostos que aí vêm... 

Bom, entrando na palhaçada absoluta, o Pequeno Líder Gordo e Esverdeado, sentindo que há muito não dizia qualquer coisa, acrescentou mais umas tretas: "que o Spórtém quer ganhar títulos" e que "o plantel do Spórtém está 99, 9999 porcento fixado".
A mim parece-me sinceramente óptimo que o Sporting queira ganhar algo mais que os campeonatos de palermices e provocações nas quais o Pequeno Líder Gordo é exímio, e fico a interrogar-me o que significa "um plantel fixo a 99,9999 porcento"... Será que faltam os atacadores das botas?... 
Confesso que o Pequeno Líder Gordo consegue provocar o riso quando fala "ao sério". Valha-nos isso a nós, patuleias que tudo sustentamos com os nossos impostos, o trabalho diário contínuo, as reformas magras, a luta nas ruas ... e sem perder a esperança num mundo melhor.


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Saudações confiantes e bem-humoradas

do Leopardo