Reflexões do Leopardo

Reflexões do Leopardo
Reflexões do Leopardo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Caros Amigos, só voltarei a teclar sobre os frente a frente entre os candidatos à Presidência da República lá para dia 19. Janeiro.2016. Nesta altura, já enviei aos meus Amigos todos os dados e as reflexões que  considero relevantes para poderem fazer um juízo e tomar uma decisão por Vós próprios.

Na mensagem de hoje quero incluir o resultado de um "divertissement" que inventei na mensagem anterior: enviei-os fotos de personalidade do Desporto (Benfica, Sporting e Porto; limitei-me aos principais, não significando menor apreço pelos outros clubes) e dos Candidatos a PR, propondo que numa destas "equipas" os identificassem. Pois bem quem ganhou até agora foi JOSÉ OLIVEIRA, um intelectual de gema, ex-editor, tradutor de tradução simultânea e em directo. O José de Oliveira identificou a quase totalidade das personalidades e nas duas "equipas" (terá falhado o Luisão e o ex-artista dos lances e toques mirabolantes na chincha Rui Costa). Como disse no início da brincadeira, não tenho lapiseiras, poster's, pin's, sacos para distribuir, mas aqui vai o meu público apreço e um grande abraço para o JOSÉ OLIVEIRA, intelectual de finas águas, que não considerou que se rebaixasse ao participar numa brincadeira de carácter popular. 





Agora, a minha mensagem de hoje vai toda dirigida para uns malandrecos que me instaram fortemente a construir um blog e a escrever sobre os candidatos à Presidência - que era a última coisa que desejava fazer, pois eu conhecia o suficiente para mim  (acrescido de todos os obstáculos inerentes a quem é um nabo absoluto  nestas habilidade computatórias) e, os safados,  apenas o consultaram à lufa-lufa para não ficarem mal no retrato.
Eu tinha imaginado para a pequena loja destes malandros que arranjam computadores em "panne" e vendem telemóveis, ipad's, ipod's, "and so on"  dois títulos : "A lojinha dos meus amigos" (no caso de se portarem bem, isto é, de visitarem o blog) ou "A lojeca dos gajos" (no caso de não o visitarem). Os safados, muito mais astuciosos que cá o "je", não fizeram uma coisa nem outra (mesmo para ser realmente mau é preciso coragem) visitaram o blog às carreirinhas para safar as aparências.
Então vão ver o que é a vingança de um escritor!! Pois, se imaginam que um escritor é sempre veículo dos mais nobres sentimentos e ideais morais, estão completamente "trompés", "sbagliatti". Frequentemente, o escritor escreve precisamente para expurgar para os seus personagens, os traços escuros do seu carácter. Desta forma, o título passa imediatamente a ser : "A lojeca dos tipos".

E é altura de passar a descrever "a lojeca": não vai além de um rectângulo de 2 metros por metro e meio, divido por um balcão, onde numa das partes funcionam o especialista nos computadores e o especialista nos telemóveis e seus arquétipos. Do lado de fora deste balcão, entalados entre ele e uma montra expositora em vidro, acotovelam-se os clientes. A parte mais interessante da lojeca é uma escada de madeira oblíqua que conduz a um tecto-alçapão, que uma vez aberto se pode supor que abre para a Caverna de Ali-BáBá e os 40 Ladrões. 
Mui prosaica e descorçoantemente,  o sótão não abriga nada disto e conterá apenas peças de computadores, telemóveis e coisas quejandas.
Mas esta escada, que só é subida e descida pelo especialista nos computas, é de grande utilidade para lhes explicar a teoria da relatividade de Einstein e lhe aumentar o seu âmbito (modéstias à parte, mérito cá do rapaz). Assim, suponhamos que me perguntam quem é mais alto: o especialista nos "softwares" dos computadores ou cá o "je"? Depende. Einstein disse que o Espaço depende do Movimento, sendo o seu limite a velocidade da luz. Cá o "je" aduz que depende igualmente das posições dos corpos no espaço.
Dando exemplos, se o meu lojista ( que já me é permitido teclar que é gordo, pois se fosse um gajo porreiro, diria que era um jovem forteestiver encostado à escada, é praticó-concretamente da minha altura, se subir dois degraus na enfeitiçada escada é um gigante, e se tiver meio corpo dentro do sótão, é um foguetão da NASA explodindo para a extratosfera marciana.
Pintando o quadro ainda mais real, imaginem lá dentro uma destas criaturas de sexo indefinido, "piercings", argolas, botões de metal em tudo que é corpo visível, cabelos ruivo-aloirados escorrendo em caracóis e cuja voz se sobrepõe à de todos os clientes da lojeca dos tipos. 

Espero que depois desta descrição tão real quanto me é possível não deixem de visitar "a lojeca dos tipos", onde o Einstein reinterpretado e ampliado se confunde com a magia das "Mil e Uma Noites". SHAZAAMMM!...
           

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A minha reflexão de hoje é tão somente para dizer que até ao momento já existe um vencedor do meu jogo da última mensagem :  e o vencedor acertou nas duas equipas, a desportiva e a política. Esperarei mais dois dias para ver se aparecem mais e manifestar a minha gratidão.

Um abraço do Leopardo (com as garras para dentro)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Irei fazer uma reflexão sobre o frente a frente entre EDGAR SILVA e Sampaio da Nóvoa realizado na TVI 24, a 4.Jan.16, a partir das 21,30 h. 
O "pivôt" do frente a frente foi a criatura que está em competição com o "pivôt" da RTP 1, o Orelhas de Abano, a fim de determinarmos quem leva a medalha do PIOR pivôt destes debates.

Nóvoa iniciou o debate informando-nos que tinha vinte (20!) mandatários homens e vinte (20!) mandatários mulheres na sua candidatura e ainda vários brilhantes constitucionalistas a apoiar a sua candidatura (como quem não quer a coisa deixou escapar o nome de Gomes Canotilho). Asseverou também que a sua candidatura se antecipou aos apoios partidários (o que é muito difícil de engolir com tantos mandatários e personalidades reconhecidamente do PS na sua campanha) e que a sua candidatura é construída a partir da cidadania e da participação.

EDGAR SILVA foi obrigado a iniciar a sua intervenção respondendo ao primeiro ataque do suposto "pivôt": que de forma nenhuma se sentia diminuído pelo apoio do PCP, apoio que é claro e explícito.
De seguida corrigiu afirmações de Nóvoa: de facto, Nóvoa foi ao Congresso do PS - obviamente defender as suas ideias - e só conseguiu o apoio de uma parte do Congresso.
Limpo o terreiro destes particulares, explicitou enfim que a sua candidatura está ao serviço da Soberania Nacional - por exemplo, na reestruturação inevitável do serviço da dívida - candidatura para defender um salário mínimo digno, para defender o emprego com condições. Lutou pelo tempo para dar o exemplo de que só a questão do BPN bem resolvida permitiria suprir muitas questões da Saúde.

Nóvoa afirmou ter sido convidado pelo PCP ( e isto posso assegurar que não foi assim, porque fui uma das pessoas que participou da decisão: Nóvoa pediu ao PCP (Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa) para participar numa sessão de esclarecimento previamente anunciada e o PCP concordou com a participação de Nóvoa) pelo BE e por outros partidos e foi a todos no sentido de criar um espaço de convergência. A sua candidatura vem no sentido de defender a Soberania, o Estado Social, os Direitos Humanos. Segundo Nóvoa, o país real é o mesmo numa fábrica, num hospital, numa escola.

EDGAR SILVA afirmou que é necessário apostar no aumento da capacidade produtiva e deu o exemplo da produção do leite, onde quem lucra habitualmente são as grandes empresas de distribuição e não os produtores. ( A necessidade de aumentar a capacidade produtiva como um meio de superar a crise e defender a soberania, foi hoje corroborada por um estudo da Organização Internacional do Trabalho, OIT). E para aumentar a capacidade produtiva é preciso um apoio do Estado. Ora, o PR pode exortar para a necessidade deste apoio do Estado. O PR tem o dever de exortar para o incremento da aplicação da Ciência, da Tecnologia na vida prática e na defesa do meio Ambiente.

Nóvoa, após a intervenção de EDGAR SILVA, condescendeu em admitir que o saber não reside apenas nas Universidades, mas também nas empresas como o calçado e os testeis, cujos artigos de luxo se vendem muito bem no estrangeiro. 

Nova arremetida contra EDGAR SILVA do inimaginável pivôt: no caso de ser eleito, estaria EDGAR de acordo com um ida à Coreia do Norte?
EDGAR SILVA explicou por miúdos que o dever de um PR é estar aberto a relações com todos os Povos e todos os Estados, independentemente das suas simpatias pessoais (não é uma questão pessoal, mas institucional). A causa dos Direitos Humanos é para ser respeitada quer na Coreia do Norte, quer nos Estados Unidos da América ( e, acrescento eu já que o EDGAR não teve tempo: na Israel sionista, na faixa de Gaza, no Sarauíi, na Arábia Saudita, na Ucrânia nazi, etc, etc).

O pivôt disparou uma das últimas questões: e que pensam os candidatos a PR, dado que são institucionalmente os chefes das Forças Armadas (FA's), sobre o papel destas?

EDGAR SILVA mais uma vez foi transparente: a Constituição Portuguesa defende os caminhos conducentes à solução dos conflitos por via pacifica, negociada, política, defende a Paz e, portanto, a dissolução dos blocos militares, e portanto a dissolução da NATO, único bloco militar de âmbito planetário.

Nóvoa insistiu numa "presidência de presença" ( o que quer que seja que isto signifique!; imaginar-se-á deus todo poderoso, omnipresente em todos os recantos do globo?...) e numa acção internacional virada para os Direitos Humanos (alguns maldizentes vêem nesta acção uma forma de ingerência nos países que incorrem no desagrado do capitalismo). Quanto ao papel das FA's revê-se no pensamento de Jorge Sampaio: a Intervenção Armada só em último caso deve ser encarada (é óbvio que fica por deslindar aquele "pequeníssimo" problema: quem define o que seja "o último caso"; esta "pequeníssima" questão já conduziu a guerras terríveis e ao assassínio de não poucos presidentes, nomeadamente norte-americanos).

EDGAR SILVA concretizou que a "proximidade" para ele significa estar amanhã na Setenave como já esteve nos estaleiros da Lisnave em Viana.

Nóvoa vangloriou-se de já ter dado 4 voltas a Portugal durante a sua campanha (sic!). Que a sua é uma campanha sem dependências. Que a nossa vida nacional não pode ser dominada pelo poder financeiro.

Na sua intervenção final, EDGAR SILVA sublinhou que a sua campanha se guia pela defesa dos interesses nacionais assinalados na Constituição, no incremento da capacidade de produzir riqueza e na sua distribuição tendencialmente equitativa.               

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Farei hoje a minha síntese pessoal (claro está) do frente a frente entre todos os candidatos à Presidência da República - dez - na Antena 1, sensivelmente entre as 10 e o meio-dia.
A "pivôt"Maria Flôr Pedroso teve o mérito de pressionar os candidatos a concentrar as suas declarações em intervenções o mais curtas possíveis. E a sua primeira pergunta foi porque razão se candidatavam para o cargo, porque razão se julgavam os melhores.

Henrique Neto alegou a sua experiência de vida muito rica e polifacetada como empresário, como deputado, como viajante.
António Sampaio da Nóvoa alegou a sua enorme capacidade de diálogo adquirida como investigador, como director de Faculdade e como reitor da Universidade Clássica de Lisboa.
Cândido Ferreira foi o único que não recusou o epíteto  de ser "o melhor", que asseverou que a sua candidatura é contra todas as outras e que não admite que se diga que a sociedade está divida em classes.
EDGAR SILVA afirmou candidatar-se pelo seu compromisso em defesa da Constituição Portuguesa, pela defesa dos explorados, dos pobres, das micro e médias empresas, em prol da Paz no mundo.
Jorge Sequeira alegou em seu favor o conhecer o país real como investigador e empresário, o estar habituado a viver com a incerteza (sic!), a sua componente internacional que já o levou a 110 países como empresário, a sua experiência de comentador político.
Tino das Rãs é peremptório no vangloriar-se que a sua vantagem lhe advém de ter começado por baixo, de ter metido a freguesia de Rãs no mapa (sic!), no facto de ver o país triste e perceber os jovens, porque só o profe Marcelo está ao seu nível.
Marisa Matias vê as suas vantagens no facto de pertencer a uma geração com uma vivência democrática (tem 39 anos), em querer fazer renascer a esperança, em conhecer Portugal a partir de fora (do Parlamento Europeu).
Maria de Belém avança com a diversidade do seu percurso de vida, grande parte dela na Administração Pública e também com a sua experiência como deputada do PS.
Marcelo Rebelo de Sousa (triunfante !) assegura que Portugal já ganhou pelo nível elevadíssimo dos frente a frente, nível elevado na quantidade e qualidade e que Portugal é tanto dos que estão dentro como fora do país.
Paulo de Morais alega a sua vontade de devolver a dignidade aos portugueses, apoiado na Constituição, e que Portugal não é um país pobre, ao contrário do que se julga, pois, por exemplo tem o maior espaço aéreo da União Europeia.

Questionados pela "pivôt" sobre se concordavam com a calendarização da eleições legislativas e presidenciais realizada por Cavaco Silva e em quem votarão se houver uma segunda volta, os candidatos expressaram:
De uma forma generalizada todos discordaram da calendarização da Cavaco, considerando que arrastara as datas tanto que as confundira, isto é, faziam-se umas já a pensar nas outras.

Em quem votarão numa segunda volta:
Neto assegurou que não votará no candidato do sistema (o que quer que seja que isto queira dizer; poderá pressupor-se que não votará em Marcelo).
Marcelo assegurou sorridente que votará sempre no mesmo candidato (ou seja, nele próprio).
Sampaio da Nóvoa garantiu que não votará em Marcelo (o que é um claro piscar de olho aos eleitores do PCP e da CDU).
Belém assegurou que votará no candidato melhor posicionado na 1ªvolta (o que pode querer sugerir que está a apontar o dedo para Marcelo, do qual mal se distingue).
Jorge Sequeira afirmou que gostaria de votar nele próprio (o que parece ser um indicador da falta de confiança nele próprio).
Cândido Ferreira garantiu que não votará nos candidatos da Esquerda.
Marisa Matias afirmou que não vota em nenhum candidato que personifique a continuação da política de Direita.
EDGAR SILVA garantiu que não votará em Marcelo.

Ora nesta mensagem vou propor um jogo. Alinharei sem distinção os candidatos presidenciais e personalidades do mundo do desporto. Quem for capaz de identificar uns ou outros ganha. Não ganhará esferográficas, pin's, autocolantes, sacos do continente ou do pingo doce, mas ganha o meu respeito, a minha consideração, que tornarei públicas numa das  próximas mensagens do blog.

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domingo, 3 de janeiro de 2016




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Hoje reflectirei sobre os frente a frente EDGAR SILVA versus Maria de Belém e EDGAR SILVA versus Paulo de Morais.
O EDGAR SILVA - Maria de Belém foi no Sábado.2.Jan.16, na SIC Notícias a partir das 22 horas. 
Duas coisas devem ser ditas em primeiro lugar: não tornou a repetir-se a aldrabice televisiva de filmar EDGAR de través e Belém de frente para as câmaras, não, os dois candidatos foram ambos filmados de frente; depois, o pivôt do frente a frente não jogou do lado de M.Belém contra EDGAR, colocou as perguntas necessárias a um e a outro para esclarecer os telespectadores.
EDGAR SILVA encostou Belém às cordas, obrigando-a a enovelar-se em contradições ao pretender sustentar que não se deve sair do euro não renegociando o serviço da dívida - as dívidas e a austeridade são para cumprir - e que os compromissos e a participação nas missões da NATO/Casa Branca são compromissos inalienáveis. EDGAR, bem pelo contrário, afirma que fazem parte dos deveres constitucionais da Presidência da República defender a Paz e os meios a ela conducentes e que faz igualmente parte dos deveres constitucionais da Presidência a luta contra a pobreza (que atinge 3 milhões de portugueses) e a defesa da Educação Pública, do Serviço Nacional de Saúde [SNS], da Segurança Social.

Não perspectivo que Belém recolha mais que algumas franjas da candidatura Marcelista (da qual mal se distingue), alguns sectores do PS que se sintam traídos por Costa, e os eternos cata-ventos políticos que imaginam que mudar é saltar acriticamente de um poiso para outro.

O frente a frente EDGAR SILVA versus Paulo de Morais foi hoje, 3.Jan.16, na RTP 1, às 20,40 h. As câmaras filmaram de frente os dois candidatos e se o "pivôt"[José Rodrigues dos Santos, mais conhecido por Orelhas de Abano e por ser um pretenso escritor]  não estava exultante em questionar EDGAR, pelo menos cumpriu o seu papel com uma agressividade contida (a postura aberta, séria e profunda de EDGAR vai-se impondo mesmo a adversários). Aliás, o debate começou mesmo pelo ataque de JRS sobre o "despesismo" da campanha de EDGAR, ao que este respondeu que tanto ele como o Partido que o apoia - PCP - são contrários à concepção de as campanhas partidárias serem financiadas pelos dinheiros do Estado - o que, aliás, propuserem na AR em proposta-de-lei, derrotada pelo PSD/CDS/PS.    
Paulo de Morais procurou simular uma atitude de "esquerda" e de justiça, pondo a tónica no combate á corrupção e à evasão fiscal, no averiguação das parcerias público-privadas, mas sem pôr em causa as imposições da Alemanha de Merkel [admitiu que os diferentes países tinham pesos políticos diferentes, mas que isso era "negociável"], do Banco Central Europeu, dos compromissos com a NATO/EUA.

Igualmente nestas matérias, EDGAR SILVA desvelou as contradições internas das posturas de Paulo de Morais, recordando-lhe que nenhuma legislação se pode sobrepôr ao respeito e à defesa da Constituição Portuguesa, que "de Morais" conhece bem quer como afilhado ideológico de Rui Rio, quer como deputado pelo PSD nos bastos anos e cargos que exerceu na AR.
Repito, que perspectivo que Paulo de Morais poderá acolher votos dos ultras do PÁF, de distraídos do PS, e dos tais cata-ventos políticos, sempre na mira de uma solução messiânica.            

sábado, 2 de janeiro de 2016

Hoje comentarei por junto os frente a frente entre EDGAR SILVA, Henrique Neto, Tininho das Arrãs, Marcelo Rebelo de Sousa, um politólogo comentador qualquer, Maria de Belém, Paulo de Morais e o execrável "pivôt" da TVI 24.
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No frente a frente entre EDGAR SILVA e Henrique Neto (desculpem-me eu privilegiar Edgar no tipo de letra que uso, mas este candidato é sistematicamente prejudicado e distorcido nas suas intervenções), as câmaras de televisão portaram-se pessimamente nunca filmando o candidato EDGAR de frente, mas de lado, ao contrário do que fizeram com o quase quase octogenário Neto, a quem filmaram sempre de frente; o referido "pivôt" da TVI 24 somou as suas tiradas à de Neto e distorceu as intervenções de EDGAR ( por exemplo, asseverando que os investimentos na Saúde Pública, no Ensino Público, na Segurança Social eram "despesismo" e não um dever constitucional do Estado ou, dando outro exemplo, que a campanha de EDGAR era das mais "despesistas", apesar da correcção de EDGAR , de que a sua campanha era obrigada a investir dado o silenciamento a que a sujeitam os "mídia"); Neto enovelou-se em contradições que nunca esclareceu como dizer que Portugal tem que andar economicamente para a frente, mas respeitando o serviço da dívida assumida pelo Governo PSD/CDS ou PÁF, que tem que assegurar a estabilidade da governação por pior e mais anti-popular que ela seja, ou criticando as posturas do Cavaco em extinção sem esclarecer o que fará ele Neto em circunstâncias assemelháveis.

No frente a frente Tininho das Arrãs, profe Marcelo, um politólogo doutor em qualquer coisa e o inimaginável "pivôt", tudo foi disposto ao jeito do candidato da Direita.

Tininho das Arrãs - como ele próprio a si se designava, urlando que queria pôr a freguesia de Rãs no mapa - foi um apêndice do profe Marcelo, que este último enrolou da forma que melhor lhe pareceu. Tininho, sempre contorcido na direcção de Marcelo, ia golfando demagogia e populismo de comédia: "que vai retirar a plebe do seu papel de figurante histórico"; "que Marcelo é o seu principal adversário num confronto entre a academia e as botas de biqueira de aço, a rua e o ar condicionado"; que hoje "o povo está muito fino", que "a plebe sabe o que quer". ["É caso para lhe perguntar se a plebe sabe o que quer para que é ele serve]. O profe Martelo, "en grand seigneur", usava a ponta menos reles das golfadas de Tininho e fazia delas um pequeno tijolo para continuar a sua construção no edifício da Direita. O politólogo doutor em qualquer coisa de moderno só tinha uns óculos com uma armação azul. No substancial confirmava Martelo, costurando-lhe uns gráficos, umas percentagens, a obrigatoriedade soberana de servir a dívida externa, de dobrar a espinha à NATO/Washington/Pentágono. Em florilégio tão auspicioso, sempre bafejado pelas contumélias e sorrisos do "pivôt", Martelo simulou o "moderado", salvador da Pátria.












O frente a frente entre Maria de Belém e Paulo de Morais confesso que não tive pachorra para ver na íntegra, de tal forma a Roseira de Belém se identifica com o profe Martelo. De tal forma que Paulo de Morais, o filhote ideológico de Rui Rio, sobressaía mais desenvolto e aparentemente mais equilibrado. Afirmações ou expressões a reter nada que valha a pena.

Em conclusão, destes primeiros debates pouco se retira para esclarecimento do Zé Povinho, tirante as intervenções notáveis, amplas, profundas de EDGAR SILVA. O sobrante são os nevoeiros ilusionistas e sebastiânicos dos candidatos em liça como se de um torneio medieval se tratasse.        

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

EDGAR SILVA
  Resultado de imagem para Edgar SilvaFoi deputado da CDU na Assembleia legislativa da Madeira, até concorrer às eleições presidenciais de 24.Jan.2016. É explicitamente apoiado na sua candidatura às presidenciais pelo PCP, pela CDU (Verdes, Intervenção Democrática e Independentes). Foi a primeira candidatura a apresentar as assinaturas e a ultrapassar as 15.000 assinaturas necessárias.


Nasceu a 25.Setembro.1962, no Funchal. Tem, portanto, 53 anos, é casado e tem um filho. Estudou no Funchal até ao 11º ano. Entre 1980 e 82 frequentou o Seminário de Almada, donde passou para o Seminário dos Olivais (Lisboa) e para a Universidade Católica, onde se licenciou em Teologia e fez um mestrado em Teologia Sistemática. Jogou futebol no CDNacional no Funchal. 
Regressou à Madeira em 1996, tornando-se candidato independente da CDU. Em 1997, comunicou ao Bispo do Funchal a sua desvinculação de sacerdote e inscreveu-se no PCP, Partido no qual leva dezoito anos de militância.

Não renega a sua formação, experiência e vivência católica, afirmando, porém, que a sua candidatura é uma candidatura laica [julga, aliás, que assumir uma postura religiosa desrespeitaria os sentimentos e as vontades de muitas confissões, nomeadamente dos católicos] - como não podia deixar de ser - que tem como valores norteadores fazer respeitar a Constituição em vigor e ter em atenção primeira as condições de vida, trabalho, assalariamento e pobreza de 95 % da população nacional.
Não defende nenhuma revisão constitucional - cuja distribuição de poderes (Assembleia da República, Tribunais, Presidência da República) considera perfeitamente equilibrada -, nomeadamente uma revisão apressada para aumentar os poderes do PR.

A sua actividade como deputado na Madeira é notoriamente conhecida, nomeadamente o facto de dormir nas calçadas madeirenses junto dos jovens para os afastar do consumo da droga e da prática da prostituição.